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Dead Men Don't Wear Plaid (1982)





CLIENTE MORTO NÃO PAGA

Dead Men Don't Wear Plaid (1982)


Directed by: Carl Reiner
Writing credits: Carl Reiner, George Gipe e Steve Martin

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Nota:  9,5
Comédia genial feita com colagens de cenas de filmes Noir.
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IMDB
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COMÉDIA NOIR NO AR


É uma comédia noir. Sim, estranho, porém verdadeiro.
Uma maravilhosa homenagem ao cinema.

Steve Martin é Rigby Reardon, detetive particular, contratado por Juliet Forrest (Rachel Ward, a voz mais sexy!) para investigar a morte suspeita de seu pai, um grande cientista.



Basicamente o filme é só isso:  ele investigando e o caso de amor que vai nascendo entre os dois (lógico, né! É um filme Noir, afinal de contas).
Só que, neste intermeio, Rigby vai interagindo com alguns dos mais célebres personagens do cinema.
Como isto acontece?
Com uma montagem esplendorosa.
Que roteiristas!
Escreveram uma história a partir de colagens de cenas de outros filmes.
E conseguiram uma história convincente e bem amarrada, além de divertidíssima.



Pra nosso deleite vemos:
  • Humphrey Bogart como Marlowe – ajudante de Rigby. Pessoa que dita os ensinamentos que Rigby deveria seguir mas não consegue. Como se Bogart (grande nome do noir) ditasse os ensinamentos deste tipo filme, sem Martin seguir, pois tudo vira uma comédia. Frases como: “Não se apaixone por uma cliente” ou “Armas não matam detetives, amor mata!”.
 

  • Barbara Stanwyck como Leona Hastings – irmã louca de Juliet.
  • Alan Ladd como o primeiro a tentar assassinar Rigby.
  • Ray Milland como Sam Hastings – cunhado de Juliet.
  • Ava Gardner como Kitty Collins – uma cantora canalha e criminosa.
  • Burt Lancaster como Swede Anderson – o bêbado pra quem Rigby prepara seu famoso cafezinho (numa das cenas mais simples e engraçadas da história do cinema).
  • Cary Grant como homem no vagão do trem.
  • Ingrid Bergman como F.X. Huberman – criminosa sedutora que droga Rigby (e ele, barbeia a própria língua).



Ou seja, o elenco mais caro e famoso de todos os tempos.
No final eles são creditados e ainda aparece o nome dos filmes em que as cenas foram tiradas.
Não é à toa que no material promocional do filme existe um jogo da trívia e outros jogos de adivinhação.



Está na minha lista de melhores filmes de todos os tempos. E é, com certeza, o melhor do Steve Martin.

89 minutos de surpresas e diversão... intensas.
Fantástico!!!!


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The Wasp Woman (1960)

 

A MULHER VESPA


Directed by Roger Corman, Jack Hill (uncredited)
Writing credits: Leo Gordon (screenplay), Kinta Zertuche (story)
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Download:
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Nota: 7,5
Filme de terror que deve ser visto com olhos de comédia
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mais informações:
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Janice Starlin (Susan Cabot) é a dona/fundadora/garota propaganda de uma fábrica de cosméticos que, ultimamente, anda preocupada com a queda escandalosa das vendas.
Desconfia-se que a causa da ruína é o fato de sua aparência envelhecida tirar a credibilidade dos produtos oferecidos.

É procurada, então, por um cientista incompreendido, Eric Zinthrop (Michael Mark).
Este propõe que ela invista em sua pesquisa de rejuvenescimento radical, onde a matéria prima viria de enzimas de vespas.

Maravilhada com a demonstração, Janice aceita a proposta, impondo a condição de ser, ela própria, a cobaia humana de aperfeiçoamento da fórmula.

Assim, passados alguns dias tomando injeções, tem sua aparência revigorada em uns 20 anos.
Mas, efeitos colaterais não previstos, fazem eventualmente com que ela se transforme na MULHER VESPA e saia matando pessoas.

 
 
MAIS ATUAL, IMPOSSÍVEL!

Gente, é possível um filme tão antigo abordar um assunto tão atual?
Pois, sim.

É sempre essa preocupação com a “beleza”.
Coloco entre aspas porque não é a beleza que os filósofos tentam explicar com o sublime e a poética.
Mas, uma “beleza dietética”.
Onde aquilo que desafia o natural é que é o belo.
Quando o velho deve parecer novo e, quanto maior distância existir entre sua idade concreta de sua idade aparente, melhor.

Aí, tem esse monte de possibilidades de operações, medicamentos e outras coisas que podemos anexar dentro dos corpos, para que a aparência não denuncie a realidade.

Em 1960, quem poderia imaginar que teríamos toda uma fauna de mulheres plastificadas/medicadas/deformadas andando por aí, numa quantidade infinitamente maior que a população de ursos polares?

 
 
Lembro muito de uma artista plástica, Orlan.
O material de trabalho que utiliza é seu próprio corpo, onde faz plásticas para ficar "monstruosa".
A última vez que vi, ela tinha implantado 3 chifrinhos de silicone na testa.
Hehehehehe.

Mas, neste filme, a atriz Susan Cabot nem é assim.
Ela é bonita e nada desfigurada, mesmo envelhecida.
Alias, outra coisa surpreendente, é que ela é ótima atriz.
Isso é espantoso porque nos filmes B, geralmente, só tem ator ruim ou péssimo.
Os famosos poste ou pedra.
E, Susan Cabot, dá o show.
É carismática, expressiva e singular.
Tão assim que a gente acaba simpatizando e torcendo por ela.

  
 
Não é à toa que este filme é famoso.
Ele é bom mesmo.
Tem ótimo argumento e bom roteiro.
Direção simples e surpreendente que consegue fazer o milagre de retirar toda aquela chatice inerente aos filmes B.
Diversão garantida.

Nunca ouvi falar de uma refilmagem.
Se alguém souber de alguma, por favor, me avise.
Acho um absurdo, porque estes produtores refazem tanta merda por aí.
E esta pérola, nada.
Mas sei de personagens que são inspirados na MULHER VESPA.

Por exemplo, a Sharon Stone em MULHER GATO (Catwoman - 2004) tem o rosto e a personalidade modificados pelo uso de cosméticos também.


É gente, as mulheres vespas existem  e habitam principalmente as novelas televisivas.
E só faltam matar e chupar o sangue.
Porque o reosto...

 

O site da ORLAN, pros curiosos: http://www.orlan.net/


 
   
   
 

Attack of the Giant Leeches (1959)

 

O ATAQUE DAS SANGUESSUGAS GIGANTES
Directed by Bernard L. Kowalski
Writing credits: Leo Gordon
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Download:
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Nota: 6,5
Filme de terror que deve ser visto com olhos de comédia
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mais informações:
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Adoro filme B!!!!!!!
Sempre que quero me divertir assistindo a uma comédia, geralmente, acabo voltando pra casa com um filme de terror ruim.
Morro de rir.

A maioria das comédias, principalmente americanas enlatadas, não tem nada de engraçado. Um humorzinho burro, só com uma produção melhor.
Lógico que os fãs não admitem isso.

Este filme daqui faz parte de uma coleção de DVDs que vem com 2 filmes em cada. Muito legal.
Os outros também acabarão por aparecerem aqui, eventualmente.


 
Os filmes produzidos com orçamento baixíssimo (ridículo na maioria das vezes) e em tempo recorde (1 semana, podendo até ser menos) são chamados "B movies".
Produzidos amplamente nas décadas de 40, 50 e 60.
Eram, em sua maioria, filmes de terror e rendiam muito dinheiro. 
Tanto dinheiro que chegavam a sustentar os estúdios quando as grandes produções (os filmes chiques e caríssimos, como CLEOPATRA ou E O VENTO LEVOU) fracassavam nas bilheterias.
Tinham, portanto, importância vital para os estúdios, devido ao lucro que geravam.

Pelo fato de serem considerados menores, sem importância, marginais mesmo, os "filme B" não tinham aquela fiscalização chata e horrenda dos produtores metendo suas opiniões escrotas sobre o que vende e o que é correto.
Neste ambiente de liberdade quase total eram produzidas essas películas que, em mãos de diretores ousados, abordavam assuntos e mostravam pontos de vista nada conservadores.
Alguns chegam a surpreender.

Acho que é um dos motivos que me faz adorá-los.
Porque mandam o politicamente correto a merda!



 
Vamos à história deste aqui:
O filme começa com as sanguessugas atacando, só que não da pra ver nada.
Da pra escutar o barulho delas, marcante, que é uma mistura de ronronar de gato com madeira rangendo.
Aí, tem a famosa introdução (do filme e dos personagens) falando sobre o acontecido.
Homens riem da assustada testemunha como se contasse uma história de pescador.


Aparece em cena as personagens que serão as próximas vitimas: a mulher bonita e piranha, esposa do homem gordo e passivo (meio efeminado), e o canalha gostosão que a convida pra dar uma volta. 

Na moita, no mato, do lago onde vivem as sanguessugas!
O marido traído os encontra e, com uma arma, manda que entrem no lago para matá-los.
Antes de atirar, as sanguessugas atacam os adúlteros e o corno sai correndo horrorizado.
Vai a polícia, conta tudo e é preso.
Na cadeia, se enforca, enquanto um mutirão de pessoas procura pistas no lago.



É claro que, contando assim, parece ate um filme de ação.
Não é.
É um filme de suspense/terror, antigo e B.
Ou seja, é lento.
Mas não é daqueles chatíssimos que fazem a gente retorcer na cadeira.
O ritmo até que flui bem aqui.

Outra surpresa boa são os créditos. Tão bonitinhos e diferentes, para um filme deste tipo.


Uma coisa angustiante é que as danadas sanguessugas não matam suas vítimas.
Elas são levadas pra uma caverna, na lagoa, onde tem seu sangue sugado aos poucos.

 

  
O final é o cúmulo da apelação.
Um monte de dinamite explodindo as sanguessugas (o lago e todos os outros animais que la vivem).
Ai, ai, o bom e velho TNT...

O engraçado é que o maior suspense do filme não tem nada a ver com a trama.
O que dá mais nervoso é o fato da gente saber que os mergulhadores que atuam como sanguessugas correm risco de se afogarem dentro de suas fantasias.
Eles nadam estranho e quase dá pra sentir a água entrando.


 

Happy Endings (2005)


FINAIS FELIZES
Happy Endings (2005)


Directed by: Don Roos
Writing credits: Don Roos

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Bay files

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Nota:  8,5
Drama bem humorado sobre grupo de pessoas
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mais informacoes:
IMDB
Site oficial
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